domingo, 9 de maio de 2010

SONHOS
(Coisas da vida)

Um dia,
Sem mais nem menos,
Ao azar ou sorte
De seu desespero,
As gentes acordam sonhando:

Antes de fazer a cama,
Dão um pinote
E empreendem
Algum'outra absurda viajem.

É assim que, na vida,
Nem apenas
Um só dia é pequeno demais
Para o tamanho
De qualquer bobagem.


Como em sonhos,
Entre o sono e o acordar,
Por esses confins,
Vamos nossa louca vida a viver:
Pisam-se jardins,
Magoamos,
Nos magoamos...
Machuca-se é certo
Quem está mais perto,
(Em geral
Àqueles quem mais amamos),
Para, por fim,
Em hora incerta,
Despertarmos,
Justos e celerados,
Mais sábios,
Decerto,
Mas,
Também,
Mais magoados.

09/05/2010

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