SONETO
O que negas nessa ferida aberta,
Com teus olhos sempre silenciosos,
É apenas uma porta entreaberta
Distante d'outros olhares curiosos.
Mas eu sei,tu sabes e isso me basta.
Ademais, o abismo desse incêndio
De certa maneira me conforta
Enquanto me entrego ao silêncio.
Quantos descaminhos até o afago
De que esse valor não se alimenta
Pois sempre de nada vale o que trago
Ao invés da falta que sempre aumenta,
Seguiremos nós como náufragos
Ao sabor da saudade que desalenta.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
domingo, 25 de outubro de 2009
HOMENAGEM
Homenagem
Há coisas fáceis de responder
E outras longe de todos os porquês.
Algum tolo
Levaria suas roupas a passear
Ou ensinaria árvores a voar?
Digamos
Que é necessário
Que seja da minha natureza,
Oxalá por gostar de você...
Que sabe um aniversário?
Mas e o que dizer da beleza,
Ou ainda a simpatia?
Muitos outros motivos, enfim,
Te os daria com presteza,
Mas, se não bastassem
Me seria o bastante que sorrias,
ainda que não fosse para mim...
Há coisas fáceis de responder
E outras longe de todos os porquês.
Algum tolo
Levaria suas roupas a passear
Ou ensinaria árvores a voar?
Digamos
Que é necessário
Que seja da minha natureza,
Oxalá por gostar de você...
Que sabe um aniversário?
Mas e o que dizer da beleza,
Ou ainda a simpatia?
Muitos outros motivos, enfim,
Te os daria com presteza,
Mas, se não bastassem
Me seria o bastante que sorrias,
ainda que não fosse para mim...
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
JURAS
Se juras que me prometes
Não descuidares de me amar
Prometo que farei de conta ser verdade.
E com palavras tecerei,
A mercê de tua caridade,
Estradas sobre nuvens céu acima
Como se fossem caminhos
Cerzidos em pobres rimas
Sobre lençóis alvos de linho,
Elaborados para tua beleza
Onde, se quiseres, vais brilhar.
Se, ainda assim, me prometeres
Não te tornares orgulhosa
Farei de conta que é verdade,
E, a cada sorriso que me deres,
Em tua homenagem plantarei uma rosa
E cantar-te-ei uma canção
Para te ver casualmente ainda mais vaidosa.
Não descuidares de me amar
Prometo que farei de conta ser verdade.
E com palavras tecerei,
A mercê de tua caridade,
Estradas sobre nuvens céu acima
Como se fossem caminhos
Cerzidos em pobres rimas
Sobre lençóis alvos de linho,
Elaborados para tua beleza
Onde, se quiseres, vais brilhar.
Se, ainda assim, me prometeres
Não te tornares orgulhosa
Farei de conta que é verdade,
E, a cada sorriso que me deres,
Em tua homenagem plantarei uma rosa
E cantar-te-ei uma canção
Para te ver casualmente ainda mais vaidosa.
JURAS
Se juras que me prometes
Não descuidares de me amar
Prometo que farei de conta ser verdade.
E com palavras tecerei,
A mercê de tua caridade,
Estradas sobre nuvens céu acima
Como se fossem caminhos
Cerzidos em pobres rimas
Sobre lençóis alvos de linho,
Elaborados para tua beleza
Onde, se quiseres, vais brilhar.
Se, ainda assim, me prometeres
Não te tornares orgulhosa
Farei de conta que é verdade,
E, a cada sorriso que me deres,
Em tua homenagem plantarei uma rosa
E cantar-te-ei uma canção
Para te ver casualmente ainda mais vaidosa.
Não descuidares de me amar
Prometo que farei de conta ser verdade.
E com palavras tecerei,
A mercê de tua caridade,
Estradas sobre nuvens céu acima
Como se fossem caminhos
Cerzidos em pobres rimas
Sobre lençóis alvos de linho,
Elaborados para tua beleza
Onde, se quiseres, vais brilhar.
Se, ainda assim, me prometeres
Não te tornares orgulhosa
Farei de conta que é verdade,
E, a cada sorriso que me deres,
Em tua homenagem plantarei uma rosa
E cantar-te-ei uma canção
Para te ver casualmente ainda mais vaidosa.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
एम् एम् Segredo
Observo-te silencioso e em segredo.
De nada sabes, mas eu te compreendo:
As linhas da tua face,
Teus segredos,
Teus movimentos,
Tuas necessidades e intentos.
O que, contudo, não entendo,
Enquanto te moves e me fascinas,
É que não sei se de ti tenho medo
Ou na verdade te desejo,
Enquanto tudo em mim se ilumina
A cada instante que te vejo.
De nada sabes, mas eu te compreendo:
As linhas da tua face,
Teus segredos,
Teus movimentos,
Tuas necessidades e intentos.
O que, contudo, não entendo,
Enquanto te moves e me fascinas,
É que não sei se de ti tenho medo
Ou na verdade te desejo,
Enquanto tudo em mim se ilumina
A cada instante que te vejo.
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