sábado, 12 de fevereiro de 2011

SEXO, DELÍRIOS E MENTIRAS

Ao te recordar
Hei de te relembrar assim:
Etérea e desfocada,
Inevitavelmente distorcida
Pelo embate entre os sonhos
E a dura realidade da vida,
Como se fosses
O fantasma de uma ilha,
Alvo conteúdo de imagem
Arrancado à força
D'algum album de família.

Quanto a mim,
Seguirei como sempre,
Desviando as mágoas
Para guardar as boas lembranças
No meu cofre de saudades.

Sobreviveremos,
O futuro é nossa herança.
Mas, sabe-se lá quanto desespero
Anda junto com a esperança.

27/01/2011
DÚVIDAS

Onde estivestes
A vida toda
Que mesmo te vendo
Não soube te encontrar?
Qual máscara vestistes
Que me enganei à toa
Esperando em vão te achar
Entre tantos perfumes
Por madrugadas desfalecidas
Aos falsos lumes
De estrelas amanhecidas?

Mas,
Onde estavas
Quando me perdi?
Não te amei
Como deveria
Ou não terias me amado
Como eu merecia?
És quem eu quero,
Mas será
Que é você que eu espero?

31/01/2011