Tem sido divertido assistir esse duelo entre gigantes. “Briga de cachorro grande” como se diz na fronteira entre o Rio Grande e os países vizinhos. De um lado a Globo, dona de 40 % da audiência, e de outro a Record, avançando dia a dia sobre o território de sua maior adversária e inimiga. Mas haverá bandidos e “mocinhos” nessa história? Uma, a Globo, cresceu à sombra de benesses de quem estivesse no poder, a outra à custa da boa fé (ou seria má fé?) de gente humilde, muitas vezes mais desesperada do que convencida. Bem, afinal de contas, não há novidades no perfil dos contadores. A Globo “Collorida” quando lhe convinha e “Lulista”, quando lhe interessou, agiu dentro dos limites da ética aceita. Edir Macedo não cometeu mais pecados do que o Vaticano, nem Israel ou a Palestina que sobrevivem através de doações de “fiéis” dispostos a suprirem suas, digamos assim, exóticas necessidades políticas. E, aí, então, como se não nos bastassem as desgraças cotidianas surge a “Gripe Suína” com a Roche a tira colo e seu “Tamiflu”, encalhado desde a “Gripe das Aves”, chá de Erva Doce chinesa, vendido a peso de ouro para combatê-la, sem nenhuma comprovação científica séria.
E, então, o divertido transforma-se em uma questão muito séria. Estou “pirando” ou será que o Bispo, a Globo e a Roche tem algo em comum? Em algum momento, nos meus delírios paranóicos, parece que os elos dessa corrente se entrelaçam para parecer que suas diferenças não passam de "cortina de fumaça", um circo para confundir. Ora, como queria Gaspar Martins “idéias não são metais que se fundem” ao tentar valorizar a ética da convicção ou a ética está submetida aos interesses, como gostava de citar Brizola? Sei lá, mas parece-me que a conduta do Papa, Edir Macedo e da família Marinho confirmam as suspeitas do velho caudilho.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
domingo, 2 de agosto de 2009
Educação e treinamento
Acabo de receber e- mail sobre uma suposta conferência de Licurgo, filósofo grego. Após seis meses (prazo por ele solicitado) teria liberto duas lebres à disposição de dois cães, um sem treinamento e outro treinado para não atacar. Ao sabor de resultados, naturalmente diferentes, encantou a platéia com discurso sobre as virtudes da educação. Na mesma mensagem o autor do texto, também estasiado, chama a atenção a propósito da origem do termo educar ( do latim educare ou educere). Aparentemente, tanto um como o outro (Licurgo e o emitente), nada sabiam a respeito do real significado da educação, boas maneiras e respeito com os animais. Licurgo porque confundiu treinamento com educação e, o emitente, por desconhecer o verdeiro alcance do termo. "Educcere ou educare" implica na sublime missão de permitir-se que aflore, germine uma semente já existente, jamais sob a submissão ao autoritarismo dos sistemas organizados. Os animais são treináveis. O ser humano pode ser treinável mas sobretudo educável. Nada de novo...No início do século vinte Maria Montessori já discorria a respeito
Acabo de receber e- mail sobre uma suposta conferência de Licurgo, filósofo grego. Após seis meses (prazo por ele solicitado) teria liberto duas lebres à disposição de dois cães, um sem treinamento e outro treinado para não atacar. Ao sabor de resultados, naturalmente diferentes, encantou a platéia com discurso sobre as virtudes da educação. Na mesma mensagem o autor do texto, também estasiado, chama a atenção a propósito da origem do termo educar ( do latim educare ou educere). Aparentemente, tanto um como o outro (Licurgo e o emitente), nada sabiam a respeito do real significado da educação, boas maneiras e respeito com os animais. Licurgo porque confundiu treinamento com educação e, o emitente, por desconhecer o verdeiro alcance do termo. "Educcere ou educare" implica na sublime missão de permitir-se que aflore, germine uma semente já existente, jamais sob a submissão ao autoritarismo dos sistemas organizados. Os animais são treináveis. O ser humano pode ser treinável mas sobretudo educável. Nada de novo...No início do século vinte Maria Montessori já discorria a respeito
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