DO TAMANHO DO CÉU
Do tamanho do céu
É quase divino,
Faz-m sentir criança,
Quando ainda tinha
O dom supremo
À qualquer esperança,
O direito a qualquer sonho
E tudo era possível.
DO TAMANHO DO CÉU
Do tamanho do céu
É quase divino,
Faz-me sentir ser criança,
Quando ainda tinha
O dom supremo
De qualquer esperança,
O direito a qualquer sonho
E tudo era possível.
Por favor, não me desperte,
Faça de conta...
Façamos de conta
Que além de olhar as estrelas
Podemos brincar com elas...
Por favor, não me desperte,
Faça de conta...
Façamos de conta
Que além de olhar as estrelas
Podemos brincar com elas...
segunda-feira, 24 de maio de 2010
domingo, 23 de maio de 2010
INÚTIL
Foi lembrando ela
Que me fui,
Andei,
Revoltei
E sem pensar em nada,
Com minha imaginação,
Trabalhando com afinco,
Noite e dia,
Passei e repassei
Cada passo
Sem deixar pegada
Nem permitir vinco.
Foi lembrando ela
Que me fui,
Andei,
E revoltei
Para inventar cada cor
E pintar a aquarela
Fútil
Desse néscio amor,
Tão colorido quanto inútil.
23/05/2010
Foi lembrando ela
Que me fui,
Andei,
Revoltei
E sem pensar em nada,
Com minha imaginação,
Trabalhando com afinco,
Noite e dia,
Passei e repassei
Cada passo
Sem deixar pegada
Nem permitir vinco.
Foi lembrando ela
Que me fui,
Andei,
E revoltei
Para inventar cada cor
E pintar a aquarela
Fútil
Desse néscio amor,
Tão colorido quanto inútil.
23/05/2010
quinta-feira, 20 de maio de 2010
CULPA
Eu me acuso!
Tenho desperdiçado
Com sonhos
A vida;
Tenho sonhado com empenho
De sonâmbula determinação
Cada segundo sem destaque
Como se fosse realidade.
Ora, bolas,
Não direi, como Bilac,
Ouvir estrelas.
Na verdade,
Ao te amar,
Lhes fiquei tão próximo,
Que quase me tornei elas.
Moldei sol com chuva
Ao vento,
Desfiz véus,
Venci o muro,
Subi aos céus
E me construí ponte
Para me tornar
Eu mesmo a saudade.
20/05/2010
Eu me acuso!
Tenho desperdiçado
Com sonhos
A vida;
Tenho sonhado com empenho
De sonâmbula determinação
Cada segundo sem destaque
Como se fosse realidade.
Ora, bolas,
Não direi, como Bilac,
Ouvir estrelas.
Na verdade,
Ao te amar,
Lhes fiquei tão próximo,
Que quase me tornei elas.
Moldei sol com chuva
Ao vento,
Desfiz véus,
Venci o muro,
Subi aos céus
E me construí ponte
Para me tornar
Eu mesmo a saudade.
20/05/2010
domingo, 9 de maio de 2010
SONHOS
(Coisas da vida)
Um dia,
Sem mais nem menos,
Ao azar ou sorte
De seu desespero,
As gentes acordam sonhando:
Antes de fazer a cama,
Dão um pinote
E empreendem
Algum'outra absurda viajem.
É assim que, na vida,
Nem apenas
Um só dia é pequeno demais
Para o tamanho
De qualquer bobagem.
Como em sonhos,
Entre o sono e o acordar,
Por esses confins,
Vamos nossa louca vida a viver:
Pisam-se jardins,
Magoamos,
Nos magoamos...
Machuca-se é certo
Quem está mais perto,
(Em geral
Àqueles quem mais amamos),
Para, por fim,
Em hora incerta,
Despertarmos,
Justos e celerados,
Mais sábios,
Decerto,
Mas,
Também,
Mais magoados.
09/05/2010
(Coisas da vida)
Um dia,
Sem mais nem menos,
Ao azar ou sorte
De seu desespero,
As gentes acordam sonhando:
Antes de fazer a cama,
Dão um pinote
E empreendem
Algum'outra absurda viajem.
É assim que, na vida,
Nem apenas
Um só dia é pequeno demais
Para o tamanho
De qualquer bobagem.
Como em sonhos,
Entre o sono e o acordar,
Por esses confins,
Vamos nossa louca vida a viver:
Pisam-se jardins,
Magoamos,
Nos magoamos...
Machuca-se é certo
Quem está mais perto,
(Em geral
Àqueles quem mais amamos),
Para, por fim,
Em hora incerta,
Despertarmos,
Justos e celerados,
Mais sábios,
Decerto,
Mas,
Também,
Mais magoados.
09/05/2010
segunda-feira, 3 de maio de 2010
POR UM FIO
Quase cedi,
Confesso,
Eu sei...
Mas como não ceder
Á graça no andar,
Ao gesto fácil,
O cheiro,
Ao gosto,
O sorrir,
E,
Veja só,
À minha própria
Vontade de me perder?
Como não ousar,
Ir andarilho a cada dia
Alimentando-se da esperança
De aguardar,
Toda noite,
A madrugada
Com sua manhã vadia?
Sou maluco,
Acho,
Louco...
Mas o que fazer
Se vejo um pouco
No coração vertente
De cada um que amo
Meu próprio ser,
Latente.
Enfim,
Para adiante é que se anda...
Ser navegante nesse rio
É não valer à pena a vida
Se não for ela vivida
Por um fio.
03/05/2010
Quase cedi,
Confesso,
Eu sei...
Mas como não ceder
Á graça no andar,
Ao gesto fácil,
O cheiro,
Ao gosto,
O sorrir,
E,
Veja só,
À minha própria
Vontade de me perder?
Como não ousar,
Ir andarilho a cada dia
Alimentando-se da esperança
De aguardar,
Toda noite,
A madrugada
Com sua manhã vadia?
Sou maluco,
Acho,
Louco...
Mas o que fazer
Se vejo um pouco
No coração vertente
De cada um que amo
Meu próprio ser,
Latente.
Enfim,
Para adiante é que se anda...
Ser navegante nesse rio
É não valer à pena a vida
Se não for ela vivida
Por um fio.
03/05/2010
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