segunda-feira, 3 de maio de 2010

POR UM FIO

Quase cedi,
Confesso,
Eu sei...
Mas como não ceder
Á graça no andar,
Ao gesto fácil,
O cheiro,
Ao gosto,
O sorrir,
E,
Veja só,
À minha própria
Vontade de me perder?

Como não ousar,
Ir andarilho a cada dia
Alimentando-se da esperança
De aguardar,
Toda noite,
A madrugada
Com sua manhã vadia?


Sou maluco,
Acho,
Louco...
Mas o que fazer
Se vejo um pouco
No coração vertente
De cada um que amo
Meu próprio ser,
Latente.


Enfim,
Para adiante é que se anda...
Ser navegante nesse rio
É não valer à pena a vida
Se não for ela vivida
Por um fio.

03/05/2010

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