PÁSSAROS
Quando setembro voltar
Sob seu clima manso e tépido
A vida toda se reporá a andar,
E, nós com ela, lépidos,
Lá estaremos, de certo,
De novo a cantar.
Tolos, tolos sem calma
Os que não encontraram em nós
A sua própria alma...
Como impedir a primavera?
Como enclausurar pássaros
E borboletas,
Impedi-los voar
E serem?
Evitar dias e noites de seguirem
E, às flores,
Renascerem?
Como prender o tempo,
Impedir o humano divino,
Como segurar o vento
E seu destino,
Parar o pensamento,
Como aprisionar a nós?
Como prender a ti,
Como prender a mim
Que nasci para
Para voar e morrer,
Livre e com gosto,
Sobre planícies sem fim?
27/08/2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
SONHOS
Sonhei
Que sobre a quieta rua,
Entre o mar
E as pedras da Prainha,
Vi o fantasma
De tua
Alma nua,
E, que, enquanto perambulavas,
Se bem que rias,
Disseram-me que choravas
Teu destino insosso
Enquanto caminhando ias.
Mas, eu, fiel, jurei-lhes
Que cantavas,
Minha pequena sereia,
Eterna em forma de bruma
Sobre teu berço
Rendado de espuma
Vento e areia.
23/08/10
Sonhei
Que sobre a quieta rua,
Entre o mar
E as pedras da Prainha,
Vi o fantasma
De tua
Alma nua,
E, que, enquanto perambulavas,
Se bem que rias,
Disseram-me que choravas
Teu destino insosso
Enquanto caminhando ias.
Mas, eu, fiel, jurei-lhes
Que cantavas,
Minha pequena sereia,
Eterna em forma de bruma
Sobre teu berço
Rendado de espuma
Vento e areia.
23/08/10
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
PREDESTINAÇÃO
Sou um ser saudoso.
Saudoso de todos os mares
E rios que não contemplei,
Das paisagens que meu coração guardou,
Dos corpos que não amei,
Das vides e vinhos que não bebi.
Saudoso dos olhos
Que não me viram
E não conheci,
De todos que os que perdi
E jamais reencontrarei.
Sou capaz até
De andar
Justo à saudade que guardo
E, em mim aceitei,
Dos que vieram para me amar,
Amei
E partiram sem ter me amado.
14/08/10
Sou um ser saudoso.
Saudoso de todos os mares
E rios que não contemplei,
Das paisagens que meu coração guardou,
Dos corpos que não amei,
Das vides e vinhos que não bebi.
Saudoso dos olhos
Que não me viram
E não conheci,
De todos que os que perdi
E jamais reencontrarei.
Sou capaz até
De andar
Justo à saudade que guardo
E, em mim aceitei,
Dos que vieram para me amar,
Amei
E partiram sem ter me amado.
14/08/10
sábado, 14 de agosto de 2010
PERFUME
Quem ama
Não se esconde dos abraços,
Não dissimula
Nem caminha e retorna
Sobre os próprios passos.
Quem ama
Não se avisa
Nem se proclama,
Não pergunta,
Às vezes lamenta,
Assunta,
Mas não exige.
Não implora,
Não se importa,
Argumenta...
Quem ama,
Dá sem medidas,
Às vezes se revolta,
E se indigna,
E foge,
Mas perdoa
E sempre volta.
É atento,
Improvisa
Com pequenos
Atos o intento
Da sublime
Cortesia de seu carinho.
Constrói no ar
Castelos serenos
De brilhante alume
Enquanto semeia o ninho
Com seu próprio perfume.
10/10/2010
Quem ama
Não se esconde dos abraços,
Não dissimula
Nem caminha e retorna
Sobre os próprios passos.
Quem ama
Não se avisa
Nem se proclama,
Não pergunta,
Às vezes lamenta,
Assunta,
Mas não exige.
Não implora,
Não se importa,
Argumenta...
Quem ama,
Dá sem medidas,
Às vezes se revolta,
E se indigna,
E foge,
Mas perdoa
E sempre volta.
É atento,
Improvisa
Com pequenos
Atos o intento
Da sublime
Cortesia de seu carinho.
Constrói no ar
Castelos serenos
De brilhante alume
Enquanto semeia o ninho
Com seu próprio perfume.
10/10/2010
A POESIA
Se passares
Por ruas que reconheces
Em tua memória,
E sem a beleza como auxílio
Elas te contarem
As mesmas historias
Já saberás que és o exílio.
Contudo,
Não te amofines,
Te entregues a desesperança
Nem desanimes.
A poesia
É como o amor
E o amor é como a vida
E a vida não cansa.
Quando a vertente
Da poesia parecer seca,
Tudo o que dela se alimenta
Mesmo deixando de ser flor,
Ainda que pareça morta
Deixará de ser o que era
Para se tornar uma semente.
01/08/2010
Se passares
Por ruas que reconheces
Em tua memória,
E sem a beleza como auxílio
Elas te contarem
As mesmas historias
Já saberás que és o exílio.
Contudo,
Não te amofines,
Te entregues a desesperança
Nem desanimes.
A poesia
É como o amor
E o amor é como a vida
E a vida não cansa.
Quando a vertente
Da poesia parecer seca,
Tudo o que dela se alimenta
Mesmo deixando de ser flor,
Ainda que pareça morta
Deixará de ser o que era
Para se tornar uma semente.
01/08/2010
A Uma Andorinha
Dissestes:
"- Ah!!!Perdoa,vai!?"
Perdoar o que, querida?
O que poderia haver a se perdoar
No som de tua voz nesse sorriso?
Mas,
Mesmo assim,
Eu te perdôo por
Não teres, ainda, sido minha
E não te poder amar nem ter.
Perdôo-te pelas asas que não tenho
E por voares tão alto
E tão distante
Que não te posso
Nem ver.
Perdôo-te
Pelo descaminho
Do muro que nos separa
E não se pode alçar,
E não ser possível te por
Entre meu carinho
E meu amor.
25/07/2010
Dissestes:
"- Ah!!!Perdoa,vai!?"
Perdoar o que, querida?
O que poderia haver a se perdoar
No som de tua voz nesse sorriso?
Mas,
Mesmo assim,
Eu te perdôo por
Não teres, ainda, sido minha
E não te poder amar nem ter.
Perdôo-te pelas asas que não tenho
E por voares tão alto
E tão distante
Que não te posso
Nem ver.
Perdôo-te
Pelo descaminho
Do muro que nos separa
E não se pode alçar,
E não ser possível te por
Entre meu carinho
E meu amor.
25/07/2010
Benção
Abençôo-te
Por permitires
Me reencontrar
Ao te perder,
Sem precisar de palavras,
Revelar quaisquer segredos
Ou,
Até mesmo,
Sequer mover um dedo.
Abençôo-te
Por não teres tido
O necessário tempo
De ter corrompido
Meu amor próprio,
(Embora tenhas tentado)
De eu ver meu carinho
Transformado
Em balcão de negócios.
Abençôo-te também,
Como negar,
Pelos bons momentos,
O som de tua voz
E teu sorriso cristalino;
Por teres tido a candura
De despertares,
Por bem ou mal,
Todo o potencial
De minha ternura.
Mas,
Sobretudo,
Abençôo-te o favor,
Em especial,
E afinal,
Seja por desamor,
Necessidade
Ou tresloucada usura,
Naturalmente sem querer,
Me libertares de tua procura.
20/07/2010
Abençôo-te
Por permitires
Me reencontrar
Ao te perder,
Sem precisar de palavras,
Revelar quaisquer segredos
Ou,
Até mesmo,
Sequer mover um dedo.
Abençôo-te
Por não teres tido
O necessário tempo
De ter corrompido
Meu amor próprio,
(Embora tenhas tentado)
De eu ver meu carinho
Transformado
Em balcão de negócios.
Abençôo-te também,
Como negar,
Pelos bons momentos,
O som de tua voz
E teu sorriso cristalino;
Por teres tido a candura
De despertares,
Por bem ou mal,
Todo o potencial
De minha ternura.
Mas,
Sobretudo,
Abençôo-te o favor,
Em especial,
E afinal,
Seja por desamor,
Necessidade
Ou tresloucada usura,
Naturalmente sem querer,
Me libertares de tua procura.
20/07/2010
CONTUDO
Eu amo
Até os maus momentos,
Cada segundo
De lutas e maus argumentos
Do nosso pequenino mundo.
Eu amo,
Também,
CONTUDO
A lembrança dos dias e noites
Em que parceiros do vento
Sentia teu corpo sobre meu peito
E cavalgávamos as horas
Sem nos apercebermos das horas
E de que não tínhamos tempo.
Amei-te sem licença,
Amei-te pelo teu silêncio
amei-te pela tua presença.
Posso dizer até
Que te amei pelo destino,
Desarrumado e bisonho,
De me permitir te perder
Para que pudesses te encontrar
Com os teus próprios sonhos.
22/07/2010
Eu amo
Até os maus momentos,
Cada segundo
De lutas e maus argumentos
Do nosso pequenino mundo.
Eu amo,
Também,
CONTUDO
A lembrança dos dias e noites
Em que parceiros do vento
Sentia teu corpo sobre meu peito
E cavalgávamos as horas
Sem nos apercebermos das horas
E de que não tínhamos tempo.
Amei-te sem licença,
Amei-te pelo teu silêncio
amei-te pela tua presença.
Posso dizer até
Que te amei pelo destino,
Desarrumado e bisonho,
De me permitir te perder
Para que pudesses te encontrar
Com os teus próprios sonhos.
22/07/2010
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