Uma manhã dessas,
Acordo de verdade,
E vai-se ver
já não sou mais
O mesmo,
Co’a rota alma desbotada,
O coração
Milhões de vezes compartido
E olhos lavados
Pelas mesmas paisagens
Repetidas.
Um dia desses
Acordo de verdade
Na minha história
Não com o som de sinos virtuosos
Mas como pausa angelical
Pelos recantos obscuros
De todas outras minhas almas.
E, vai-se ver então,
Em uma noite como essa,
Um dia desses
Vou dormir de verdade
O sono dos que não sabem,
E Não precisam lembrar,
E que não tem futuro...
Melhor ainda,
Muito melhor ainda:
Vou dormir sem sonhos
Nem bons nem maus
Nem nada.
CAMILO REUS
domingo, 1 de fevereiro de 2009
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