Eu sou
O que se expõe na esquina
Para não ser comprado,
A obra que ninguém assina,
O poema desamparado,
O pássaro prometido
Que veio para voar
E não voou,
Uma folha qualquer
Que perdeu seu outono
A esperar,
Se Deus quiser,
E não puder renascer,
Que possa,
Pelo menos,
Recuperar o sono.
sábado, 3 de julho de 2010
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