SONETO
O que negas nessa ferida aberta,
Com teus olhos sempre silenciosos,
É apenas uma porta entreaberta
Distante d'outros olhares curiosos.
Mas eu sei,tu sabes e isso me basta.
Ademais, o abismo desse incêndio
De certa maneira me conforta
Enquanto me entrego ao silêncio.
Quantos descaminhos até o afago
De que esse valor não se alimenta
Pois sempre de nada vale o que trago
Ao invés da falta que sempre aumenta,
Seguiremos nós como náufragos
Ao sabor da saudade que desalenta.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário